Reportagem

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Confira algumas dicas para ter um ambiente adaptado

Confira algumas dicas para ter um ambiente adaptado

As adaptações de um ambiente, muitas vezes são de suma importância para tornar a vida das pessoas mais fáceis. Isso porque, criar um espaço próprio para pessoas com deficiências em geral é uma ação capaz de fornecer a elas total autonomia, livrando-a de privações acerca do seu direito de ir e vir dentro de um espaço.


 Contudo, é importante ficar atento às alterações que são feitas dentro do ambiente, buscando torná-lo adaptável sem abandonar características como a estética e a criatividade do espaço.


A importância de ter um ambiente adaptado

 

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) cerca de 24% da população brasileira possuem algum tipo de deficiência, seja ela visual, motora, mental ou auditiva. Entretanto, pouquíssimos são os espaços que estão prontos para receberem tais pessoas, impedindo-as de circular em ambientes que são de seu interesse ou necessidade, como escritórios de trabalho, shoppings, parques, entre outros.

 

É por essa razão que os ambientes adaptados são importantes, já que eles têm a intenção de permitir a locomoção dentro de um local ou a execução de atividade através da eliminação de dificuldades.


 Além disso, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) estabelece na NBR (Norma Reguladora) 9050 diversas adaptações que precisam ser feitas em ambientes urbanos para a acessibilidade de deficientes, levando em consideração:


  • As edificações;

  • O mobiliário;

  • Os equipamentos;

  • Os espaços.

 

Desse modo, são vários os itens que podem ser instalados em um espaço para promover a acessibilidade, os quais serão abordados a seguir. É importante ter em mente que praticamente qualquer item de um espaço pode ser adaptado para deficientes, desde maçanetas de portas até o sistema de climatizador evaporativo de uma casa, por exemplo.

 

Como criar um ambiente adaptado

 

Tendo como base as diversas adaptações exigidas pela ABNT, pode-se pensar em técnicas para adaptar um espaço sem abrir mão de uma estética visual.

 

1) Facilite a locomoção

 

O primeiro passo a ser feito para a adaptação de um espaço é favorecer a locomoção de pessoas que possuem deficiências motoras ou visuais, já que elas podem passar por muitas dificuldades ao movimentarem em escadas ou em pisos inclinados.


Por esse motivo, é preciso providenciar a criação de rampas e nivelar os pisos em todos os locais, evitando alterações bruscas de altura capazes de causar acidentes. Além disso, deve-se instalar pisos antiderrapantes, eliminar azulejos muito lisos e tapetes em geral, para isso pode-se utilizar piso intertravado de concreto no processo.


Portanto, dentro de um ambiente de trabalho, o uso de piso de borracha é uma boa recomendação, pois com a sua estrutura transmite mais segurança aos demais. Porém, certas modalidades de revestimentos não são tão indicadas, visto que , ao serem molhadas, podem criar uma superfície altamente escorregadia e, portanto, perigosa para deficientes. Esse fato é bastante recorrente em revestimentos tais como o piso de concreto polido, por isso ao utilizar em um ambiente, os cuidados devem ser redobrados.

 

Uma rampa adequada para deficientes, principalmente os cadeirantes, precisa ter, no máximo, uma inclinação de 8º graus. Outro detalhe importante é que, dentro de espaços públicos, as rampas precisam ter patamares onde os deficientes podem descansar.


Tudo isso faz com que as pessoas com necessidades especiais não fiquem cansadas ao se locomoverem devido a muitos esforços.

 

Já dentro de casas, a construção de rampas pode não ser uma opção viável, muitas vezes devido o espaço ser insuficiente. Esse detalhe é decorrente do fato de que quanto maior é o desnível existente mais longa deve ser a rampa, prejudicando a estética do espaço. 


Portanto, é necessário realizar um estudo minucioso a respeito da estrutura do imóvel com a intenção de gerar patamares com bastante espaço para os deficientes se locomoverem. 



 

2) Amplie o espaço

 

É válido frisar que, dentro de um local onde há uma pessoa com problemas de locomoção, torna-se prioridade do ambiente oferecer espaços amplos para facilitar a passagem de deficientes motores. 


Nesse sentido, pode-se investir em corredores largos, tendo, no mínimo, um metro de largura. Isso permite que deficientes possam passar pelo corredor sem se chocarem contra as paredes.


Outro detalhe importante é que as portas também precisam ser largas, com, no mínimo, 90 centímetros de largura. Já as janelas, no caso de cadeirantes, podem ficar a uma altura de 70 centímetros do chão. Todavia, essa disposição pode não ser favorável para crianças ou idosos que não possuem limitações.

 

Os móveis, por outro lado, devem abrir espaço para a locomoção de pessoas. Por essa razão, recomenda-se que eles fiquem encostados nas paredes, gerando um espaço livre para circulação.


Também é indicado a instalação de itens que possuem cantos arredondados para que colisões dolorosas sejam evitadas. Utilizar materiais na composição dos móveis que não machucam pode ser uma boa opção. 


Para exemplificar isso, pode-se pensar na utilização de mesa de inox no lugar de uma feita de madeira, que possui farpas que podem provocar lesões.


Assim, obtém-se um ótimo item de decoração sem perder a acessibilidade do espaço.

 

3) Deixe tudo sempre à mão

 

Um ambiente adaptado precisa que todos os seus itens estejam facilmente acessíveis para pessoas com deficiências. Portanto, tanto as janelas quanto as portas precisam possuir puxadores e maçanetas especializadas que facilitem a abertura. 


As tomadas e os interruptores de luz, precisam ficar em uma altura adequada (aproximadamente 60 a 75 centímetros) para o alcance dos deficientes. Botões, teclas e controle precisam de um sistema de acionamento através de pressão ou de alavancas.


Pensando nos cadeirantes, as decorações devem ficar a uma altura alcançável de no máximo 1,35 metros. E para isso é importante que os objetos não fiquem presos em prateleiras altas, pois correm risco de serem derrubados.

4) Redobre os cuidados no banheiro e na cozinha

 

Dentro de uma casa, uma atenção a mais deve ser dada a estes dois cômodos. No banheiro, além de se pensar na instalação de piso vinílico antiderrapante, é necessário providenciar barras de apoio. 


Essas barras, para oferecerem o apoio adequado aos deficientes, devem ser feitas totalmente de aço inox, com o intuito de se evitar corrosões e oxidações. Além disso, as barras devem estar de acordo com uma série de normas da ABNT, como a NR 9050, 10283 e a 11003, assegurando a qualidade que a barra chata de ferro de apoio precisa ter.


Já na cozinha é preciso garantir uma circulação segura com bastante proximidade de alcance dos utensílios. As pias precisam ter uma altura entre 73 a 85 centímetros. 


Uma bancada no centro do cômodo também pode fornecer maior praticidade, permitindo um fácil acesso às bocas de um fogão ou um cooktop. 


A utilização de equipamentos elétricos pode transmitir uma maior segurança, além da praticidade de não contar com o uso do fogo. 


Além disso, pensando em uma decoração agradável e sem perder toda a segurança e conforto que as pessoas que portam alguma deficiência precisam, aplicar cerâmica antiderrapante dará a sensação de um ambiente mais agradável e comum. 


Com as informações abordadas ao longo do texto, podemos ver que o mais importante de tudo é fazer com que esse espaço adaptado seja totalmente voltado ao deficiente e agradável. Com isso, uma pessoa com necessidades especiais poderá sentir-se bem e aproveitar o ambiente que frequenta de uma forma natural. 


Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.