Reportagem

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Como verificar se um imóvel está em boas condições para se viver?

Verificar um imóvel é uma das etapas mais importantes antes de fechar um negócio imobiliário, seja aluguel ou compra.

Essa vistoria deve ser feita de forma criteriosa, estando atento a todos os detalhes. 


O objetivo nesse momento é se certificar que o imóvel está em boas condições. É aqui que você assegura que o investimento que está fazendo valerá a pena. Assim é possível ter uma previsão global sobre quais serão os ajustes e modificações necessárias.


Caso não faça uma verificação adequada, é muito provável que em pouco tempo surjam gastos que não foram previstos, como a necessidade de refazer o projeto de instalações elétricas ou hidráulicas.


Nesse cenário de surpresas, muito além dos custos extras, você deve se preocupar com os possíveis imprevistos com os quais você está sujeito. 


Pensando no exemplo do projeto elétrico, em uma situação como um curto-circuito, o menor de seus problemas seria ficar sem energia elétrica. 


Um curto pode queimar os aparelhos conectados nas tomadas e até mesmo levar a problemas e danos maiores, como um incêndio.


Estar ciente da possibilidade é fundamental e não é paranoia. Pensar em questões como essa antes de fechar um negócio pode salvar seu investimento e, mais ainda, pode salvar sua vida e da sua família.


Foi pensando na segurança dos nossos leitores, assim como de quem amam, e em garantir que a compra do novo imóvel proporcione felicidade, realização e qualidade de vida, que escrevemos esse artigo. 


Continue lendo e anote essas dicas sobre o que deve ser considerado ao adquirir um imóvel. Faça esse check-list para garantir total tranquilidade e contentamento após fechar negócio.

Procure um profissional competente

Ao decidir comprar um imóvel, você deve contar com a intermediação dos serviços de avaliação imobiliária. Escolher uma boa imobiliária e um corretor competente vai garantir sua paz de espírito.  


No entanto, existe um ponto cultural aqui: muitas pessoas ainda preferem fazer as negociações direto com o proprietário, porque ambos (vendedor e comprador) acreditam que dispensar o serviço do corretor trará economia, por não haver gastos com comissão.


Pois esse tipo de pensamento não poderia estar mais equivocado, e de ambas as partes. Quem está na posição de comprador do imóvel, não deve hesitar em procurar um profissional, pois nesse caso não tem sequer custo, normalmente. 


É o corretor que será responsável por encontrar o melhor negócio dentro do escopo que você procura, além de lidar diretamente com toda burocracia envolvida como elaboração de contratos. 


Além disso, é um especialista em avaliações imobiliárias, que sabe ver muito além das fachadas e de uma boa pintura predial.

E a comissão?

No caso do vendedor, que pagará o comissionamento do corretor, deveria pensar no custo-benefício associado e reconhecer a contratação desse serviço como um investimento para garantir que tudo corra bem. 


Além disso, você terceiriza todo o trabalho, de forma que o corretor e a imobiliária farão o serviço, que inclui:


  • Avaliação do imóvel, garantindo um preço apropriado ao mercado; 

  • Garantia sobre a legalidade da venda (aferição de certidões negativas);

  • Divulgação;

  • Captação de clientes;

  • Acompanhamento de visitas ao local;

  • Suporte ao proprietário, principalmente sobre variações de mercado;

  • Suporte aos clientes interessados;

  • Suporte e orientação para o proprietário negociar conscientemente;

  • Foco na evolução da jornada de compra;

  • Elaboração dos contratos;

  • Orientação quanto à efetivação do negócio (escrituração e registros).


Essas são algumas das responsabilidades que existem ao colocar um imóvel à venda. Terceirizá-las com um comissionamento médio de 5 a 10% do valor total da venda, dependendo se o imóvel é urbano ou rural, não é nada mais do que justo pelo serviço. 


O corretor imobiliário é um profissional treinado e capacitado, com um conselho que regulamenta o exercício da profissão (CRECI), e que existe exclusivamente para a função de intermediar negociações imobiliárias. 


Então pense nisso e considere a contratação desse serviço. Pois bem vamos voltar nosso foco para o processo de verificação do imóvel pensando no comprador. 


Para garantir que sua aquisição esteja em boas condições ou, se não estiver, garantir que você esteja ciente desse fato, existem alguns pontos que devem ser questionados, como a verificação de estruturas metálicas e outros detalhes.

Estrutura interna e externa

A verificação da estrutura é o primeiro passo, normalmente já ocorre de forma intuitiva ao visitar um local. Trata-se de questionar o que você vê no imóvel. Atente-se a:


  • Rachaduras, trincas ou fendas;

  • Pontos de umidade e mofo;

  • Infiltrações e vazamentos;

  • Estruturas metálicas e de madeira;

  • Esquadrias de alto padrao.


Nesse momento esteja atento ao fato que problemas estruturais podem estar maquiados com pintura ou intervenções paliativas, mas quase sempre são detectados por quem tem experiência (veja a importância do corretor).


Estruturas de madeira invadidas por cupim podem causar muito prejuízo. Ao mantê-las no imóvel após a compra sem resolver o problema, é muito provável que os cupins se espalhem pela mobília que colocará lá.


Dê atenção tanto para a parte interna quanto externa. Não se esqueça de conferir áreas de lazer, jardins e demais estruturas do local.

Avalie a planta  

Depois de já ter visitado e encontrado aquele imóvel que te agradou, você pode (e deve) solicitar a planta na prefeitura de sua cidade, podendo inclusive fazer o pedido de todas as plantas, civil, elétrica e hidráulica.


Com essa documentação em mãos, você pode conferir quem foi o responsável pelo projeto, saber quais alterações já foram feitas, e pode planejar com embasamento estrutural as novas intervenções, se for necessário.

Instalações hidráulicas

Os encanamentos e demais partes da instalação hidráulica, não devem ser esquecidas nesse momento. Essa parte é fundamental para que se possa fazer um bom uso do imóvel e deve estar em boas condições. 


Possíveis vazamentos podem ser detectados pela presença de umidade ou mofo. Informe-se sobre o tempo desde a última revisão hidráulica e material utilizado no sistema.  


Por exemplo, caixas d’água antigas eram feitas de amianto, material prejudicial à saúde e não recomendado pelas normas técnicas. Em caso de dúvida, peça opinião de um profissional como um engenheiro hidráulico, civil ou arquiteto.

Instalações elétricas

A questão da verificação elétrica já foi mencionada logo no início do artigo pela sua importância. Faça as mesmas perguntas sobre o tempo de manutenção e qualidade do material.


Olhe não só lâmpadas queimadas ou fios soltos. Verifique o quadro de comando eletrico e interruptores, sempre. Aconselhamos procurar um profissional habilitado que confira as instalações elétricas ao comprar um imóvel.

Imagine-se morando ali

O ideal é visitar o imóvel em 3 horários diferentes, principalmente se for para moradia, afinal de contas você e sua família vão morar ali, ou outra família, caso seja um investimento para locação.


Visitar no período da manhã, tarde e noite, assim como verificar a posição de portas e janelas, lhe trará percepção da dinâmica do ambiente. Dessa forma você realmente vê detalhes que farão a diferença no dia a dia, como é o caso da insolação de cada cômodo.


Outra questão importante é o barulho externo nos diferentes horários. Uma análise acústica do local deve ser feita, ou até mesmo uma simulação acústica.


E se for um terreno para construção então, faça questão de visitar em diferentes horários e situações, como em dias de chuva. Tudo isso é válido ainda que se trate de um imóvel comercial. 

Localização

A vizinhança também deve ser observada no momento da visita. Afinal, se você preza pelo silêncio, não faz sentido morar no ponto mais movimentado da cidade.


Por isso a importância de visitar à noite, por exemplo, quando existem bares, casas noturnas ou espaços religiosos na vizinhança. 


Assim você já pode aproveitar e testar o isolamento acústico das paredes e janelas. A localização também é essencial para ser avaliada em relação à mobilidade. 


A distância e trajetos percorridos diariamente  de acordo com a rotina de cada membro da família deve ser considerada. Uma ideia é utilizar o Google Maps para verificar rotas como, por exemplo: 


  • Trabalho;

  • Escola;

  • Mercados;

  • Farmácia;

  • Hospitais;

  • Postos de saúde;

  • Postos de gasolina.


Ao se mudar, fazer um planejamento financeiro pode ser de grande proveito para seu futuro e a localização deve ser levada em consideração. Não olhe apenas os custos quanto à transporte e deslocamento, mas também pesquise sobre o custo de vida na região.

Segurança

Por último, pense na segurança. A realidade em que vivemos nos traz um fato: infelizmente a violência e o crime existem, e estamos sujeitos a certos riscos diariamente. 


Logo, avalie a segurança da região e do imóvel. A presença de instalação de sistema de segurança, como câmeras, portaria 24 horas, portões automáticos, são um diferencial que deve ser valorizado.


Converse com a vizinhança sobre o dia a dia no bairro e vale até mesmo pesquisar sobre índices de criminalidade na região pela internet. 

Considerações finais

Conseguimos observar neste artigo, que escolher um imóvel é um processo que exige paciência e bastante cautela, principalmente para que a escolha correta seja feita. Até porque ninguém quer ter problemas em um período de médio e longo prazo.


Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.